Coluna – Bragantino e Athletico não são surpresas no Brasileirão

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O Brasileirão está na nona rodada e os dois primeiros colocados são equipes nem por um instante cogitadas entre as favoritas ao título. Ao menos até o momento. Bragantino e Athletico, o Paranaense, fazem campanhas que surpreendem a quem não os observa mais de perto. No entanto, um olhar mais apurado, e um pouco mais ampliado, vai nos revelar que essa história começou há mais tempo.

Campeonato Brasileiro de 2020. Ao final do primeiro turno, o Massa Bruta e o Furacão tinham somado 19 pontos em 19 rodadas. Estavam no Z4. No returno, porém, a história foi bem diferente. E curiosamente ambos tiveram a mesma pontuação, cada um somou 34 pontos e, com isso, terminaram em 9º (o Athletico) e em 10º (o Bragantino), com 53 pontos, aproveitamento de 46% – o time paranaense à frente porque venceu 15 vezes, contra 13 dos paulistas.

Mas não foi só isso. O que chama a atenção é a reta final de ambos. O Furacão fez 15 pontos em nove rodadas, com aproveitamento de 55,5%; o Bragantino somou 18, campanha de campeão, com 66,6% – basta ver que o Flamengo, que terminou em primeiro, fechou o Brasileirão com aproveitamento de 62%.

Querem mais? Nas mesmas últimas nove rodadas, o Flamengo, campeão, somou 19 pontos, tendo empatado com o Bragantino e perdido para o Athletico, enquanto o Internacional, vice-campeão, somou 18, incluindo dois empates com essas mesmas duas equipes.

Então, amigos, Bragantino e Athletico apenas seguem o roteiro que começou a ser desenhado no ano passado. É questão de observar como se faz. A pergunta feita no momento é se terão condições de brigarem pelo título, em que posição vão chegar e que objetivo poderão sonhar em alcançar. Para muitos, a falta de tradição pode pesar, mais ainda no caso dos paulistas, já que os paranaenses já têm um título brasileiro. Outra questão é a falta de opções de qualidade no banco, para uma disputa longa por pontos corridos.

Pode até ser. Mas, por outro lado, a ausência da torcida nos estádios deixa a disputa fica mais restrita ao campo, sem essas interferências externas. E não será surpresa alguma se um dos dois se mantiver no alto da tabela até o fim.

* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil.



Fonte Agência Brasil

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