PSD pede que vereadores que votaram contra cassação de Mantovani se retirem do partido

No sábado (9), o vice-presidente do Partido Social Democrático (PSD) local, Paulo André Tannus divulgou um comunicado público nad redes sociais pedindo aos vereadores Natal Furlan, César Ramos da Costa “Cesinha”, João Henrique Trivelatto Sundfeld “João do Sal Filho” e o vereador afastado Jeferson Ricardo do Couto para que se retirem do partido.
O vídeo foi gravado por Tannus porque o presidente do partido João Alex Baldovinotti estava viajando.
Segundo o vice-presidente, em maio de 2023, quando assumiu o novo diretório, os vereadores  Cesinha, João do Sal Filho e  Jeferson Alexandre foram convidados para uma reunião, na qual setoa apresentado o novo diretório e as linhas que o partido seguiria a partir daquele momento.
“Como o ex-presidente do PSD Jefferson Couto estava alinhado com a administração do Prefeito Mantovani, acreditamos que os vereadores estavam na mesma situação e ignoraram o convite do novo diretório. Entendemos que, a partir desse momento, esses vereadores não tinham interesse em seguir unidos com o novo diretório. Pedimos publicamente que se retirassem do PSD, pois o nosso partido não compactua com a corrupção, estamos ao lado da população e sempre pregamos à honestidade, transparência e lealdade, fato este não demonstrado por esse vereadores. Diante disso, deixamos claro à população que eles não representavam o partido, que era uma decisão deles e não do PSD. Queremos pessoas comprometidas com a população e o interesse público e não foi o que esses vereadores demonstraram”, explicou Tannus.
Natal Furlan, Cesinha e João do Sal Filho votaram contra a pedido do prefeito afastado Dr. José Carlos Mantovani julgado na quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Pirassununga.
O prefeito, que continua afastado do cargo, não teve seu mandato cassado pelo Legislativo, mesmo diante de fortes indícios probatórios, incluindo diálogos entre o Prefeito e outros investigados graças aos votos contra o pedido dos três vereadores do PSD e do vereador Paulo Sérgio Soares da Silva (União Brasil), que foi secretário de Assistência e Desenvolvimento Social no mesmo governo e afastou-se do cargo às vésperas da votação. O placar da vergonha foi 6 votos a favor e 4 contra.
Votaram a favor do pedido de cassação, os vereadores Wellington Cintra (Republicanos), Luciana do Léssio (Republicanos), Sandra Vadalá (Podemos), Mirelle Bueno (PDT), Carlos Luiz de Deus (PP) e Vitor Naressi Netto (União Brasil).
O prefeito afastado, dois secretários, o ex-superintendente do SAEP e uma pregoira estão sendo investigados por crimes de fraude a licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o apurado pelo Ministério Público, a empresa THV Saneamento Ltda. teria subornado agentes públicos da cidade, incluindo prefeito e secretários municipais, para ser favorecida em contratos de coleta de lixo, varrição e roçagem e receber recursos públicos em desconformidade com os serviços prestados.
Parte dos repasses de valores teria acontecido, de acordo com as investigações,
mediante “triangulação financeira”, com envolvimento de terceirizados da
empresa e contas bancárias de parentes ou pessoas indicadas pelos agentes
públicos.
Uma comissão especial de Inquérito (CEI) e uma comissão processante (CP) também concluíram que o prefeito cometeu infrações político-administrativas. As investigações apontaram negligência e omissão da Prefeitura Municipal de Pirassununga na fiscalização dos contratos supostamente direcionados e superfaturados com a empresa THV, além da contratação de serviços que nunca foram executados, entre outras irregularidades.