Pirassununga vive surto de dengue

DENGUE: Em pouco mais de um mês, a cidade já registrou quase um terço dos casos confirmados durante todo ano passado

DENGUE: Em pouco mais de um mês, a cidade já registrou quase um terço dos casos confirmados durante todo ano passado

O município de Pirassununga registrou, até o último dia 8 de fevereiro, 160 casos confirmados de dengue. Outros 147 estavam em investigação e 50 já haviam sido descartados de acordo com o último boletim divulgado pela Vigilância Epidemiológica antes do Carnaval. A cidade vive um surto da doença.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas 9 casos, o aumento é gritante.
Os casos de Dengue no município vem aumentando a cada ano: em 2021 foram confirmados 22 casos; em 2022, 65 e, em 2023, 512.
Em pouco mais de um mês, a cidade já registrou quase um terço dos casos confirmados durante todo ano passado.

A dengue é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, que põe seus ovos em recipientes com água limpa e parada.
As fêmeas da espécie, que se alimentam do sangue humano e, depois, colocam seus ovos, que eclodem em larvas. Posteriormente eles irão se transformar em mosquitos adultos e continuar o ciclo, que pode se tornar epidêmico se não for controlado.  
O vírus da dengue apresenta quatro sorotipos, em geral, denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 e podem causar tanto a manifestação clássica da doença quanto a forma considerada hemorrágica.
A situação é preocupante e, por isso, é imprescindível que a população elimine criadouros do mosquito.

Como eliminar principais tipos de criadouro do mosquito

  • Certificar que caixa d’água e outros reservatórios de água estejam devidamente tampados;
  • Retirar folhas ou outro tipo de sujeira que pode gerar acúmulo de água nas calhas;
  • Guardar pneus em locais cobertos;
  • Guardar garrafas com a boca virada para baixo;
  • Realizar limpeza periódica em ralos, canaletas e outros tipos de escoamentos de água;
  • Limpar e retirar acúmulo de água de bandejas de ar-condicionado e de geladeiras;
  • Lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;
  • Jogar as larvas na terra ou no chão seco;
  • Para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;
  • Utilizar areia nos pratos de vasos de plantas ou realizar limpeza semanal;
  • Retirar água e fazer limpeza periódica em plantas e árvores que podem acumular água, como bambu e bromélias;
  • Guardar baldes com a boca virada para baixo;
  • Esticar lonas usadas para cobrir objetos, como pneus e entulhos;
  • Manter limpas as piscinas;
  • Guardar ou jogar no lixo os objetos que podem acumular água: tampas de garrafa, folhas secas, brinquedos;
  • Em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada a consumo humano ou animal. É importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Controle de Vetores

O Setor de Controle de Vetores informou que continua realizando as ações de nebulização nas regiões onde os casos são confirmados.
Porém, ressalta que é importante que o munícipe colabore, permitindo a entrada dos agentes em sua residência. Todos os agentes estão devidamente identificados e uniformizados.
Além disso, é preciso ficar atento ao aparecimento de sintomas como febre alta, dor no corpo, dor de cabeça (fundo dos olhos), vômito e diarreia e procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência.
Em caso de dúvidas, o setor de Controle de Vetores está à disposição para mais orientações e denúncias no telefone (19) 3565-6467.

Foto DENGUE: Em pouco mais de um mês, a cidade já registrou quase um terço dos casos confirmados durante todo ano passado